segunda-feira, 1 de julho de 2013

Gestor do Hospital do Câncer de Barretos defende medida anunciada por Dilma



“A classe médica e a associação da classe médica sabem que estão tampando o sol com a peneira”. Começa assim a entrevista concedida pelo gestor do Hospital do Câncer em Barretos, Henrique Prata, à Rádio CBN na noite de ontem (28). Responsável pelo atendimento diário de cinco mil pacientes, em média, a unidade também encara as dificuldades em função da limitação de recursos humanos disponíveis hoje no país.

Sob sua gestão estão cerca de 500 médicos. Prata explica que o salário inicial de qualquer um desses profissionais gira em torno de R$ 18 mil. Já no interior, esse valor sobe para até R$ 30 mil. Ainda assim, faltam profissionais. Deficit causado não só pela ausência de médicos, mas também pelo crescimento e envelhecimento da população brasileira. “Existe uma falta de 70 e 80 médicos, entre especialistas e clínico geral. E eu vivo essa realidade porque eu atendo o SUS”.

Ele avalia ainda, que a classe médica é responsável pela situação da saúde hoje já que há dez anos inibiu a criação de faculdades de medicina. “Ela é 100% única responsável pelo falta de médico e agora está fazendo esse barulhão aí. Na Capital, existe médico muito mais para atender plano de saúde, convênios ou particular. Não para atender o SUS. O interior sofre com isso”.

Prata acredita que a medida da presidenta Dilma Rousseff, de trazer médicos de Cuba, vai sanar grande parte da demanda vivida hoje no Brasil. “Qual o problema de trazer profissionais de fora? É só orgulho? Eu não entendi qual o problema até agora”, questiona.


Por Aline Nascimento - Portal Linha Direta

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